Um ambiente familiar acolhedor pode incluir decepção, tranquilidade e um não claro.
Aproveitar juntos os momentos cotidianos
Você pode encontrar conexão em experiências cotidianas: cozinhar, ouvir música, vestir-se de acordo com o clima, passear ou notar algo interessante no caminho para casa. Esses momentos podem dar à criança oportunidades de explorar e se comunicar sem uma conversa formal. Acompanhe o interesse dela, além do seu. O que parece animado e agradável para você pode ser cansativo ou estimulante demais para a criança.
Ofereça escolhas adequadas à idade e às circunstâncias da criança e permita que algumas atividades continuem simples. Você não precisa tornar cada tarde memorável ou resolver o tédio imediatamente. A criança pode gostar de repetir uma brincadeira conhecida ou brincar por conta própria enquanto você fica por perto. Dar atenção pode significar compartilhar o interesse dela, em vez de apresentar algo novo a todo momento.
Ouvir sem exigir um final mais feliz
Imagine que seu filho está chateado porque um amigo não o convidou para um encontro. Você quer animá-lo e sugere algo de que ele goste ou uma atividade diferente. Talvez ele aceite isso depois, mas primeiro pergunte o que aconteceu e reconheça a decepção. Ele não deveria ter que ficar alegre rapidamente para demonstrar que aprecia o seu cuidado.
Se ele não quiser conversar, ofereça um pouco de espaço e deixe claro que você está disponível. Evite pedir que ele console você pela angústia que o sofrimento dele causa. Quando estiver pronto, você pode ajudá-lo a considerar opções sem decidir o que ele deveria sentir. Seu papel é apoiar uma resposta segura, não fazer cada emoção desconfortável desaparecer ou virar uma lição imediatamente.
Manter limites consistentes o bastante para confiar
Acolhimento e limites têm funções diferentes e podem existir juntos. Uma criança pode ficar decepcionada quando uma compra, atividade ou pedido não é possível. Explique o limite com palavras que ela entenda e ofereça uma alternativa adequada quando houver. Mudar a resposta repetidamente para encerrar o desconforto pode dificultar que vocês saibam o que o acordo significa.
Por exemplo, se um passeio precisa terminar em determinado horário, avise que a hora está chegando, reconheça que é difícil parar e siga o plano. Se as circunstâncias realmente mudarem, explique por que a decisão mudou. Você pode pedir desculpas ao reagir com impaciência sem responsabilizar a criança pela sua reação. Não use um rótulo de personalidade para explicar o comportamento dela: considere sua idade, necessidades e experiência real.
Leve para a sua vida
Um momento para refletir
- Meu filho pode ficar desapontado sem se sentir responsável pela mudança de meu humor?
- Que rotina clara tornaria a vida familiar mais confortável para nós dois?
Fique com o que faz sentido na sua experiência. Deixe espaço para o que não faz.
Sobre este guia e suas fontes
Este é um guia independente sobre um modelo de preferências de personalidade. As situações cotidianas, perguntas e sugestões são exemplos originais para reflexão, não resultados de pesquisa sobre todas as pessoas com determinado código. Um tipo não estabelece diagnóstico, capacidade ou compatibilidade.
O significado das letras segue a explicação das preferências da Myers & Briggs Foundation. O apoio científico à divisão das pessoas em tipos distintos é debatido; o estudo de McCrae e Costa de 1989 encontrou diferenças dimensionais, em vez de categorias claramente separadas, em sua amostra.
Para conhecer a abordagem do modelo sobre diferenças entre as pessoas, veja o panorama sobre relacionamentos da Fundação. Os exemplos desta página não são previsões de compatibilidade.
Leia mais sobre MBTI e os cinco grandes traços (em inglês) →



